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 | Desenvolvimento de design-flows adequadas à concepção e fabrico de
"chips", tem permitido manter
a taxa de crescimento dos chips i.e. a sua crescente complexidade. (A figura
- de "Nanometers and Gigabucks, by Gordon Moore" - mostra as diversas
constribuições para a concretização da chamada "Lei de Moore" - aonde, cada
18 meses, cada novo chip exibe o dobro dos componentes do chip anterior.) |

... Estou a escrever este artigo num
computador que contém aproximadamente 10 milhões de transistores [interruptores]. Um
número espantoso de items fabricados para uma só pessoa poder possuir [e utilizar]!
Contudo, custam menos que o disco duro,
o teclado ou o monitor! Dez milhões de
agrafos, em contraste, custariam quase o mesmo que um computador. Os transistores ficaram
tão baratos porque durante os últimos 40 anos, os engenheiros têm aprendido a fabricar
(i.e. etch) um cada vez maior número deles numa única pastilha de silício. [Assim] o
custo de um passo da manufactura pode ser distribuído por um crescente número de
unidades. [É então por isso que o custo das memórias e dos CPUs continua a descer,
apesar de o seu desempenho aumentar?!]
Durante quanto tempo poderá esta tendência continuar? Os entendidos e os peritos desta
indústria disseram muitas vezes que existe um limite físico para além do qual não
poderá haver mais miniaturização, [mas]
à medida que o transistor tem ficado
mais pequeno e barato, os engenheiros têm zombado das barreiras teóricas ao seu
progresso !!!
Extraido de O Futuro do transistor, Robert W.
Keyes, Scientific American:
The Solid State Century
Um leitor que tenha folheado
rapidamente a publicação do 35º aniversário da Electronics em Abril de 1965, poderia
facilmente não ter reparado num artigo escrito por Gordon E. Moore (na altura Gordon
encabeçava o gabinete de investigação da Fairchild Semiconductor). Preparando o futuro
do seu negócio, Moore observou que os circuitos integrados tinham quase duplicado em
complexidade - com menores custos - em cada ano, desde 1959. Nessa altura um chiip ontinha
50 transístores. A esta velocidade, ele previu, os microchips conteriam 65000 componentes
em 1975, com apenas um modesto aumento do preço. Os circuitos integrados,
escreveu Moore, conduzirão a maravilhas tais como computadores em casa ou
pelo menos terminais ligados a um computador central * controlo automático de
automóveis, e equipamento de comunicações pessoal e portátil.
Tecnicamente, Moore foi optimista em demasia: os chips com 65000 transístores só
apareceram em 1981. Mas a sua visão fundamental * de que o crescimento
geométrico continuado na complexidade da microelectrónica não seria apenas possível
mas também lucrativo * manteve-se verdadeira durante tanto tempo que outros começaram a
refererir-se-lhe como a Lei de Moore. Hoje em dia, do seu vantajoso posto de chairman
honorário da INTEL, Moore observa que a sua previsão tornou-se numa profecia que
se concretizou a si própria. [Os construtores de chips] sabem que têm de se manter nessa
curva [de crescimento] para continuarem competitivos, por isso esforçam-se para que isso
aconteça. Esse esforço aumenta em cada nova geração * a INTEL e os seus
pares gastam actualmente à volta de $20 biliões por ano só em investigação, [de forma
a encontrar soluções de engenharia que mantenham este crescimento].
Extraído de A Lei de Moore, por W. Wayt
Gibbs, Scientific American:
The Solid State Century
José Augusto Lima
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